quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Crise ameaça fechar clubes no futebol espanhol
Por Ian Rogers
Reuters, de Madri
Agora que o abrangente pacote de austeridade do novo governo espanhol começa a se fazer sentir, vai se tornar cada vez mais urgente a necessidade de os ricos clubes Real Madrid e Barcelona concordarem com uma distribuição mais equitativa das receitas de TV.
Já afundada em dívidas e sob pressão do custo crescente de salários e transferências, a maioria dos 42 clubes profissionais na Espanha está se preparando para uma possível nova recessão, mais aperto nas receitas de publicidade, aumento de impostos e uma crescente relutância - de bancos em dificuldades e autoridades locais obrigadas a economizar - a conceder empréstimos e ajuda financeira.
A confluência desses fatores, após anos de gastança e má gestão, poderá até implicar o desaparecimento de alguns dos clubes mais afetados, segundo Anjo Barajas, professor de gestão financeira na Universidade de Vigo. "Poderemos ver alguns clubes sendo administrados por interventores, mas incapazes de sanear suas contas em prazos determinados pelos tribunais e condenados à extinção."
A venda dos direitos de TV da Liga espanhola, ao contrário dos demais campeonatos europeus, é negociada individualmente, clube a clube, e rende cerca de € 600 milhões (US$ 768 milhões). O Real e o Barça, juntos, apropriam-se de cerca de metade desse total.
Esse predomínio significa que podem se dar ao luxo de comprar os melhores jogadores e pagar salários altíssimos, enquanto muitos rivais são obrigados a apelar à concordata após uma luta inútil para manter a sua competitividade.
Um estudo publicado em junho por José Maria Gay, professor de contabilidade da Universidade de Barcelona, mostrou que os 20 clubes na primeira divisão espanhola tinham, juntos, uma dívida em torno de € 3,48 bilhões no fim da temporada 2009-10. Some-se a isso outros € 550 milhões devidos pelas 22 equipes da segunda divisão, e o resultado é que o futebol profissional espanhol deve € 4 bilhões.
Os clubes devem cerca de € 700 milhões somente em impostos, segundo reportagem publicada no mês passado pelo jornal "El País".
A Liga precisa urgentemente promover uma reestruturação financeira total, particularmente em vista das novas orientações econômicas da Uefa que entrarão em vigor e incluem sanções contra os clubes que gastam mais do que ganham, dizem analistas.
A adoção de um sistema de negociação coletiva dos direitos de TV ajudaria a impedir que mais clubes entrem em dificuldades e voltaria a tornar a liga mais competitiva, acrescentam eles.
"A solução é colocar em prática um plano de socorro sério, o que permitiria o acesso dos clubes a dinheiro para liquidar suas dívidas mais prementes", disse Gay. "O pré-requisito é que os clubes centralizem os direitos de transmissões de TV e pactuem uma maneira séria e eficaz de administrá-los."
"Até que seja dado esse passo à frente, as finanças dos clubes espanhóis continuarão a deteriorar-se, com números cada vez mais assustadores em sua contabilidade."
Um estudo realizado no ano passado pela consultoria Sport+Markt mostrou que o Real e o Barça ganharam quase 19 vezes mais, com TV, do que os menores clubes da primeira divisão espanhola, a maior desigualdade nas principais ligas europeias.
Os mais ricos clubes ingleses, que dispõem de um sistema de compartilhamento de renda, faturaram cerca de 1,7 vez mais do que seus concorrentes menores. No entanto, apesar da pressão de competidores nacionais, como Sevilla e Villarreal, os dois maiores na Espanha têm mostrado poucos sinais de disposição para ceder terreno.
Autoridades disseram que a partir da partir da temporada 2015-16, quando novos contratos de TV entrarão em vigor, a dupla estará disposta a compartilhar parte do dinheiro extra que foi negociado com as empresas de mídia sem reduzir suas receitas atuais.
Entretanto, analistas dizem que isso provavelmente apenas consolidaria a dominação desses clubes, e é preciso observar que no atual clima econômico não há certeza de que os valores fixados nos novos contratos serão reajustados para cima. "Todos sabemos por que há 27 clubes sob intervenção administrativa", disse Carlos Gonzalez, presidente do Córdova, time da segunda divisão, à mais recente edição da revista da liga de futebol profissional. "Estou convencido de que nenhum dos presidentes vem roubando, mas muitos deles pensaram que os clubes eram como se fossem brinquedinhos por meio dos quais eles poderiam canalizar negócios para suas próprias empresas", acrescentou.
"Então, naturalmente, quando a crise chegou, tudo desmoronou. As receitas das bilheterias, dos sócios dos clubes e da publicidade está caindo sem parar e não temos ideia de quanto dinheiro vamos receber das TVs no futuro. Estamos em crise, assim como o resto do país e todo o mundo ocidental."
O Partido do Povo, organização política de centro-direita atualmente no poder na Espanha, disse que planeja incentivar o Real e o Barça a negociar um consenso com seus rivais para uma distribuição mais justa do dinheiro da TV.
No entanto, diversos analistas, entre eles Plácido Rodriguez, professor de economia na Universidade de Oviedo e ex-presidente do clube Sporting Gijón, não acreditam que o governo terá tempo ou inclinação para resolver os problemas do futebol.
"Não haverá um novo plano financeiro para equacionar as coisas", disse Rodriguez à Reuters.
"Em vista de tudo o que o governo tem de enfrentar, [as autoridades] não estão em condições de atacar os problemas no mundo do futebol", acrescentou ele. "Elas já estão suficientemente ocupadas tentando solucionar os problemas no setor bancário."
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
Para FGV, receita do futebol pode chegar a 1,1% do PIB
Por Rodrigo Pedroso - Valor 11/01
De São Paulo
O futebol brasileiro movimentou R$ 11 bilhões em 2010, mas a receita poderia ter sido quase cinco vezes maior caso o esporte tivesse uma exploração mais eficiente. A constatação está em estudo realizado pela Fundação Getulio Vargas-Projetos (FGV-Projetos) e mede o impacto do esporte na economia nacional.
O cálculo do impacto do futebol na economia levou em conta não apenas a movimentação de setores diretamente ligados ao esporte, como clubes e entidades, vestuário, comunicação e serviços associados, mas também áreas que sofreram algum tipo de impacto, como serviços imobiliários e transportes.
A receita do futebol nacional teve potencial para chegar a R$ 62 bilhões em 2010, segundo Fernando Blumenschein, coordenador do estudo. O cálculo foi feito com base no que foi movimentado pelo futebol europeu naquele ano ajustado ao Produto Interno Bruto Brasileiro (PIB). "O potencial foi feito em relação ao benchmark dos clubes europeus. Se a estrutura e administração daqui fossem como a deles, seria isso que poderíamos gerar", afirma.
O coordenador acredita que alguns aspectos fundamentais precisam ser melhorados para que todos os setores que estão ligados de alguma forma com o esporte aumentem suas receitas: capacidade de exploração das marcas, venda de direitos de imagens, ocupação dos estádios, exportação do produto para outros continentes e melhor governança e administração dos clubes. "A discrepância não é à toa. Na Europa, há uma gerência melhor da cadeia produtiva como um todo e consegue-se agregar mais valor ao futebol", diz.
O estudo aponta que os clubes de futebol geraram 29% do potencial de sua receita - em 2010, os 783 times profissionais brasileiros movimentaram R$ 2,1 bilhões. Os contratos de licenciamentos renderam 3% de seu potencial e as receitas de estádios chegaram a 37% do que poderiam alcançar caso fossem melhor exploradas.
A Primeira Divisão do Campeonato Brasil, com 20 clubes, teve salário médio de R$ 3.813 (o estudo leva em conta todos os funcionários, incluindo jogadores, mas não contabiliza os valores referentes a direitos de imagem). No entanto, o vencimento mensal médio foi de R$ 2.107, sendo que para os times que não entraram em nenhuma das quatro divisões da disputa nacional o salário ficou em média em R$ 875. "A rentabilidade e a estrutura atuais concentram os valores. Se houvesse mais retorno no geral poderia se pagar salários mais altos", afirma Blumenschein.
O levantamento mostra também que o futebol gerou 371 mil empregos em toda a cadeia produtiva, enquanto os clubes por si só foram responsáveis por 30 mil deles. E assim como na movimentação geral, o potencial de empregos é quase cinco vezes maior do que o verificado: 2,1 milhões de ocupações ligadas ao esporte poderiam ter sido criadas.
Em relação ao PIB de 2010, o futebol, direta e indiretamente, foi responsável por 0,2% de tudo o que foi gerado no país no ano. Caso a receita total tivesse atingido seu potencial, ela representaria 1,1% do PIB. "O futebol é mal aproveitado. Até por ser uma paixão nacional, é um produto de grande demanda em todos os aspectos e que poderia ser muito mais rentável."
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ueba! Neymar é um capeta!
José Simão FSP 15/12
Ueba! Neymar é um capeta!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Goro! Goro do Neymar!
Como se fala gol em japonês? Goro! Se for japonês de Barretos, é gor mesmo! Neymar deixa japonês de olho arregalado.
Esse menino é um capeta. Com aquele penteado Repuxo de Bidê! Mamute da "Era do Gelo". Ele é mais magro que um fio de miojo.
Aliás, o Neymar entrou num prato de miojo pensando que era suruba! Rarará!
E sabe como se chama Viagra no Japão? AJINOMORTO!
E o que um santista falou pro japonês? A minha vuvuzela é maior do que a sua!
E japonês é como brasileiro: gosta de andar em penca! Tudo zunto!
E no Brasil é bom porque tem japonesa loira e bunduda! Eu tenho um amigo americano que ficou pasmo: "Mas aqui no Brasil japonesa é loira e bunduda".
E o goleiro japonês se chama Inada. Lá vem o Neymar, vamos, defende, Inada. Lá vem o Borges, vai, defende, Inada! Rarará!
E ainda bem que o Santos ganhou! O Datena falou que, se o Santos perdesse, ele ia ficar pelado!
E adorei aquele jogador japonês, Kudo. Daria uma bela dupla com o Neymar: Kudo Neymar. Rarará!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal! Na internet tão chamando os tucanos de Piratas do Caribe. Rarará!
E um amigo me disse que o Serra é o único político que, mesmo sem cargo público, a rejeição aumenta!
E, se você entrar numa livraria em Higienópolis (zona oeste de São Paulo) e pedir o livro "A Privataria Tucana", você sai fichado. Rarará!
E olha o que um cara escreveu no meu Twitter: "Caminhão carregado de laranjas tomba em Catanduva", pensei que fosse uma caravana do PT! Rarará!
E o Milton Neves no Japão? Boneco de Olinda vai ao Japão! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E mais uma da série Os Predestinados. O goleiro do Japão se chama Inada, a dona de uma imobiliária em Ribeirão Preto se chama Zenaide Morando, um carro explodiu na semana passada em Salvador e o motorista se chamava Bomba!
E o carteiro daqui da rua deixou um cartão pedindo caixinha. Sabe como é o nome do carteiro? POMBO! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Ueba! Neymar é um capeta!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Goro! Goro do Neymar!
Como se fala gol em japonês? Goro! Se for japonês de Barretos, é gor mesmo! Neymar deixa japonês de olho arregalado.
Esse menino é um capeta. Com aquele penteado Repuxo de Bidê! Mamute da "Era do Gelo". Ele é mais magro que um fio de miojo.
Aliás, o Neymar entrou num prato de miojo pensando que era suruba! Rarará!
E sabe como se chama Viagra no Japão? AJINOMORTO!
E o que um santista falou pro japonês? A minha vuvuzela é maior do que a sua!
E japonês é como brasileiro: gosta de andar em penca! Tudo zunto!
E no Brasil é bom porque tem japonesa loira e bunduda! Eu tenho um amigo americano que ficou pasmo: "Mas aqui no Brasil japonesa é loira e bunduda".
E o goleiro japonês se chama Inada. Lá vem o Neymar, vamos, defende, Inada. Lá vem o Borges, vai, defende, Inada! Rarará!
E ainda bem que o Santos ganhou! O Datena falou que, se o Santos perdesse, ele ia ficar pelado!
E adorei aquele jogador japonês, Kudo. Daria uma bela dupla com o Neymar: Kudo Neymar. Rarará!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal! Na internet tão chamando os tucanos de Piratas do Caribe. Rarará!
E um amigo me disse que o Serra é o único político que, mesmo sem cargo público, a rejeição aumenta!
E, se você entrar numa livraria em Higienópolis (zona oeste de São Paulo) e pedir o livro "A Privataria Tucana", você sai fichado. Rarará!
E olha o que um cara escreveu no meu Twitter: "Caminhão carregado de laranjas tomba em Catanduva", pensei que fosse uma caravana do PT! Rarará!
E o Milton Neves no Japão? Boneco de Olinda vai ao Japão! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E mais uma da série Os Predestinados. O goleiro do Japão se chama Inada, a dona de uma imobiliária em Ribeirão Preto se chama Zenaide Morando, um carro explodiu na semana passada em Salvador e o motorista se chamava Bomba!
E o carteiro daqui da rua deixou um cartão pedindo caixinha. Sabe como é o nome do carteiro? POMBO! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Brasília: vergonha e vexame internacionais

Repassando, com tristeza. Não precisamos disso. Brasília é uma cidade que se supera sempre, apesar dos políticos irresponsáveis e corruptos - honrosas exceções.
Aurora
PS: infelizmente, não sei a fonte. A confirmar.
Aurora
PS: infelizmente, não sei a fonte. A confirmar.
Brasília foi vergonhosamente reprovada no primeiro teste de um evento internacional de esportes.
Sede de sete jogos da Copa do Mundo e recentemente eleita para receber as Olimpíadas Escolares Mundiais (Gymnasiade), em 2013, e candidata à Universíade de 2017, o governo do Agnelo Queiroz fracassou ao acolher o Campeonato Mundial de Patinação Artística.
O evento, com 1.080 atletas de 36 países – China, Estados Unidos, Itália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, França, Índia, Austrália, Brasil etc – de ontem até o dia 27, na capital da República, tem uma infraestrutura que envergonha brasilienses e brasileiros diante dos visitantes.
Sede de sete jogos da Copa do Mundo e recentemente eleita para receber as Olimpíadas Escolares Mundiais (Gymnasiade), em 2013, e candidata à Universíade de 2017, o governo do Agnelo Queiroz fracassou ao acolher o Campeonato Mundial de Patinação Artística.
O evento, com 1.080 atletas de 36 países – China, Estados Unidos, Itália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, França, Índia, Austrália, Brasil etc – de ontem até o dia 27, na capital da República, tem uma infraestrutura que envergonha brasilienses e brasileiros diante dos visitantes.
Água
O treino da tarde de ontem e da manhã desta terça-feira foram suspensos. Brasileiros e estrangeiros ajudaram a espalhar baldes na pista de 46x27m, devido às goteiras na cobertura do principal ginásio da cidade, o Nilson Nelson, com capacidade para 25 mil pessoas.
Chamada para socorrer o evento de um festival aquático a empresa responsável se negou realizar o trabalho. O governo do Distrito Federal não pagou o último conserto da cobertura. Calote.
Os sanitários do ginásio são do nível de mercado público: sujos, fedorentos, quebrados, paredes riscadas, portas quebradas. Garotas de algumas delegações perguntavam aos seguranças – que não entendiam o idioma estrangeiro – “onde encontrar papel higiênico”, me relatou a mãe de uma atleta, vermelha de vergonha com o que assistiu.
Orçamento
O mundial de patinação – modalidade que tem no gaúcho Marcel Stürmer tricampeão pan-americano o expoente nacional – estava marcado para Blumenau (SC). O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu para trazer o evento para Brasília, e ofereceu “apoio” aos dirigentes.
Um projeto de R$ 4 milhões foi aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, mas nenhum tostão foi captado. E começaram as despesas e dificuldades.
Os R$ 600 mil que viriam do Ministério do Esporte ficaram na promessa e os problemas cresceram com o desinteresse explícito do Governo do Distrito Federal.
Para transportar 1.800 atletas entre os hotéis e o local da competição, Agnelo Queiroz autorizou um ônibus e uma Van. E ainda cobrou R$ 6 mil pelo aluguel do ginásio com goteiras e instalações imundas.
O treino da tarde de ontem e da manhã desta terça-feira foram suspensos. Brasileiros e estrangeiros ajudaram a espalhar baldes na pista de 46x27m, devido às goteiras na cobertura do principal ginásio da cidade, o Nilson Nelson, com capacidade para 25 mil pessoas.
Chamada para socorrer o evento de um festival aquático a empresa responsável se negou realizar o trabalho. O governo do Distrito Federal não pagou o último conserto da cobertura. Calote.
Os sanitários do ginásio são do nível de mercado público: sujos, fedorentos, quebrados, paredes riscadas, portas quebradas. Garotas de algumas delegações perguntavam aos seguranças – que não entendiam o idioma estrangeiro – “onde encontrar papel higiênico”, me relatou a mãe de uma atleta, vermelha de vergonha com o que assistiu.
Orçamento
O mundial de patinação – modalidade que tem no gaúcho Marcel Stürmer tricampeão pan-americano o expoente nacional – estava marcado para Blumenau (SC). O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu para trazer o evento para Brasília, e ofereceu “apoio” aos dirigentes.
Um projeto de R$ 4 milhões foi aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, mas nenhum tostão foi captado. E começaram as despesas e dificuldades.
Os R$ 600 mil que viriam do Ministério do Esporte ficaram na promessa e os problemas cresceram com o desinteresse explícito do Governo do Distrito Federal.
Para transportar 1.800 atletas entre os hotéis e o local da competição, Agnelo Queiroz autorizou um ônibus e uma Van. E ainda cobrou R$ 6 mil pelo aluguel do ginásio com goteiras e instalações imundas.
Serviços
No local do evento, o vistoso Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental, não há uma só referência ao Campeonato Mundial que reúne os maiores patinadores do mundo, entre eles os favoritos italianos.
Estados Unidos, Argentina e Brasil completam o TOP da modalidade. As delegações estão sem apoio turístico, pois assim como a Secretaria de Esporte e a de Cultura, também a de Turismo ignorou o Mundial, que reúne dois mil estrangeiros em Brasília por duas semanas.
Um bar com lanches de qualidade duvidosa era visto sob suspeitas por dirigentes, técnicos e atletas estrangeiros, que ali buscavam algum alimento, antes da abertura do evento.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, Alexandre de Almeida Filho, está atônito. “Este Campeonato Mundial poderia ser um evento teste para Brasília, pois aqui estão atletas, técnicos, árbitros e dirigentes de 30 nacionalidades”, lamentou o dirigente, numa tristeza evidente ao apresentar Brasília diante do mundo da patinação.
Voluntárias, mães de atletas supriram com dificuldades a falta de estrutura que o Governo de Agnelo Queiroz não ofereceu ao evento. Elas prepararam, por exemplo, as placas com nomes dos países, que foram usadas no desfile das delegações.
Alguns pais de atletas de cotizaram e socorreram a CBHP, além de US$ 50 mil da Federação Internacional da modalidade, para as despesas emergenciais.
Na delegação brasileira os problemas não são menores. Para representar o país, cada atleta precisou pagar R$ 500,00 pelo uniforme da competição. Mas somos um país olímpico...
Brasil, o país da Copa 2014 e da Olimpíada 2016 é amador na estrutura governamental do esporte, e expõe isso vergonhosamente aos estrangeiros que nos visitam.
Na sede do poder da República e do Ministério do Esporte, o vexame é internacional. Aqui, liderados pelo governador Agnelo Queiroz, secretários da Educação, Cultura, Esporte, Turismo etc foram reprovados no vestibular de um grande evento.
Pior: foram irresponsáveis, antes de serem incapazes.
Vocês nos envergonham!
No local do evento, o vistoso Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental, não há uma só referência ao Campeonato Mundial que reúne os maiores patinadores do mundo, entre eles os favoritos italianos.
Estados Unidos, Argentina e Brasil completam o TOP da modalidade. As delegações estão sem apoio turístico, pois assim como a Secretaria de Esporte e a de Cultura, também a de Turismo ignorou o Mundial, que reúne dois mil estrangeiros em Brasília por duas semanas.
Um bar com lanches de qualidade duvidosa era visto sob suspeitas por dirigentes, técnicos e atletas estrangeiros, que ali buscavam algum alimento, antes da abertura do evento.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, Alexandre de Almeida Filho, está atônito. “Este Campeonato Mundial poderia ser um evento teste para Brasília, pois aqui estão atletas, técnicos, árbitros e dirigentes de 30 nacionalidades”, lamentou o dirigente, numa tristeza evidente ao apresentar Brasília diante do mundo da patinação.
Voluntárias, mães de atletas supriram com dificuldades a falta de estrutura que o Governo de Agnelo Queiroz não ofereceu ao evento. Elas prepararam, por exemplo, as placas com nomes dos países, que foram usadas no desfile das delegações.
Alguns pais de atletas de cotizaram e socorreram a CBHP, além de US$ 50 mil da Federação Internacional da modalidade, para as despesas emergenciais.
Na delegação brasileira os problemas não são menores. Para representar o país, cada atleta precisou pagar R$ 500,00 pelo uniforme da competição. Mas somos um país olímpico...
Brasil, o país da Copa 2014 e da Olimpíada 2016 é amador na estrutura governamental do esporte, e expõe isso vergonhosamente aos estrangeiros que nos visitam.
Na sede do poder da República e do Ministério do Esporte, o vexame é internacional. Aqui, liderados pelo governador Agnelo Queiroz, secretários da Educação, Cultura, Esporte, Turismo etc foram reprovados no vestibular de um grande evento.
Pior: foram irresponsáveis, antes de serem incapazes.
Vocês nos envergonham!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Estádio do DF tem 40% das obras concluídas
Por Agência Brasil, de Brasília
As obras do Estádio Nacional de Brasília estão com mais de 40% da fase de concretagem já realizada, segundo avaliação dos técnicos do Tribunal de Contas do Distrito Federal. De acordo com o relator do processo no tribunal, Manoel de Andrade, os dados indicam a regularidade da obra. O estádio, com capacidade para 70 mil pessoas, será utilizado para jogos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014.
A visita faz parte do acompanhamento permanente das obras destinadas à Copa do Mundo. A cada seis meses, é feito um relatório sobre gastos e o andamento do empreendimento. O último relatório, apresentado em julho deste ano, apontou 20% da obra realizada e um custo de R$ 131 milhões. O estádio está orçado em R$ 671 milhões e, até o momento, já foram gastos R$ 180 milhões na obra.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Fifa estima 10% de ingressos populares

Valor 09/11
A categoria de ingressos "populares" para a Copa de 2014 deve corresponder a apenas 10% do total de bilhetes vendidos e distribuídos para os jogos. A estimativa é do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, que participou, ontem, de audiência pública na Câmara para discutir a Lei Geral da Copa, conjunto de regras que devem normatizar o Mundial de futebol. De acordo com o representante da Fifa, essa porcentagem representa 300 mil ingressos.
Na sessão, Valcke disse que a Fifa sugeriu a criação da Categoria 4, voltada para brasileiros idosos, estudantes e de baixa renda, com entradas que devem custar US$ 25, o equivalente a cerca de R$ 44. "Em vez de existirem diferentes grupos de meia-entrada, eu propus que implementemos uma Categoria 4 que será diferente e que será reservada apenas para os brasileiros", afirmou Valcke aos deputados.
De acordo com o secretário-geral, haverá preços especiais para os jogos de abertura e de encerramento. Valcke apontou que a presidente Dilma Rousseff debateu com a federação a questão da meia-entrada em sua visita a Bruxelas. A Fifa argumentou que há problemas técnicos para oferecer descontos para parcelas do público e, por isso, sugeriu a alternativa da criação de um grupo com ingressos mais baratos. Na sessão, o secretário afirmou que os ingressos da Categoria 1 poderão chegar a US$ 900, ou cerca de R$ 1.575.
Valcke reconheceu a tensão da Fifa com autoridades brasileiras sobre aspectos divergentes da Lei Geral da Copa. "Não há motivos para haver tensões entre nós. Ou estamos todos no mesmo barco ou não chegaremos juntos à Copa de 2014", alertou. E as divergências entre a federação internacional e o Brasil ficaram claras na audiência: parlamentares questionaram a criminalização do uso de marcas ligadas à Copa de 2014 e de ações de marketing em áreas próximas aos estádios de marcas que não sejam as dos patrocinadores, prevista no projeto da Lei Geral da Copa. Apesar de críticas, em poucos momento o clima foi de ataque aos organizadores do megaevento esportivo.
O secretário-geral da Fifa negou que as novas regras flexibilizem ou alterem normas brasileiras e firam a soberania nacional. Ele destacou que os "pedidos [feitos pela Fifa] estão de acordo com as garantias governamentais" e foram repassadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a uma comitiva do governo, ainda em 2007, quando o país foi anunciado como sede do megaevento esportivo. "Nunca pedimos garantias a mais", completou.
Valcke também deixou claro que Fifa não pretende abrir mão da prerrogativa de vender bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014. "Não vou assumir nenhum compromisso de que álcool não será vendido [durante a Copa]. São compromissos que foram assumidos quando a [realização] Copa do Mundo foi entregue ao Brasil", afirmou.
O texto da Lei Geral retira a proibição de comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em estádios, prevista no Estatuto do Torcedor. "A Fifa não está aqui para embebedar as pessoas", disparou. O secretário-geral da Fifa apontou que a Rússia e o Catar - próximas sedes da Copa - proíbem a venda de álcool por questões legal ou cultural e aceitaram a venda de bebida alcoólica por considerar a Copa do Mundo um evento privado.
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