sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Ueba! Neymar é um capeta!
José Simão FSP 15/12
Ueba! Neymar é um capeta!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Goro! Goro do Neymar!
Como se fala gol em japonês? Goro! Se for japonês de Barretos, é gor mesmo! Neymar deixa japonês de olho arregalado.
Esse menino é um capeta. Com aquele penteado Repuxo de Bidê! Mamute da "Era do Gelo". Ele é mais magro que um fio de miojo.
Aliás, o Neymar entrou num prato de miojo pensando que era suruba! Rarará!
E sabe como se chama Viagra no Japão? AJINOMORTO!
E o que um santista falou pro japonês? A minha vuvuzela é maior do que a sua!
E japonês é como brasileiro: gosta de andar em penca! Tudo zunto!
E no Brasil é bom porque tem japonesa loira e bunduda! Eu tenho um amigo americano que ficou pasmo: "Mas aqui no Brasil japonesa é loira e bunduda".
E o goleiro japonês se chama Inada. Lá vem o Neymar, vamos, defende, Inada. Lá vem o Borges, vai, defende, Inada! Rarará!
E ainda bem que o Santos ganhou! O Datena falou que, se o Santos perdesse, ele ia ficar pelado!
E adorei aquele jogador japonês, Kudo. Daria uma bela dupla com o Neymar: Kudo Neymar. Rarará!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal! Na internet tão chamando os tucanos de Piratas do Caribe. Rarará!
E um amigo me disse que o Serra é o único político que, mesmo sem cargo público, a rejeição aumenta!
E, se você entrar numa livraria em Higienópolis (zona oeste de São Paulo) e pedir o livro "A Privataria Tucana", você sai fichado. Rarará!
E olha o que um cara escreveu no meu Twitter: "Caminhão carregado de laranjas tomba em Catanduva", pensei que fosse uma caravana do PT! Rarará!
E o Milton Neves no Japão? Boneco de Olinda vai ao Japão! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E mais uma da série Os Predestinados. O goleiro do Japão se chama Inada, a dona de uma imobiliária em Ribeirão Preto se chama Zenaide Morando, um carro explodiu na semana passada em Salvador e o motorista se chamava Bomba!
E o carteiro daqui da rua deixou um cartão pedindo caixinha. Sabe como é o nome do carteiro? POMBO! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
Ueba! Neymar é um capeta!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal!
Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República! Goro! Goro do Neymar!
Como se fala gol em japonês? Goro! Se for japonês de Barretos, é gor mesmo! Neymar deixa japonês de olho arregalado.
Esse menino é um capeta. Com aquele penteado Repuxo de Bidê! Mamute da "Era do Gelo". Ele é mais magro que um fio de miojo.
Aliás, o Neymar entrou num prato de miojo pensando que era suruba! Rarará!
E sabe como se chama Viagra no Japão? AJINOMORTO!
E o que um santista falou pro japonês? A minha vuvuzela é maior do que a sua!
E japonês é como brasileiro: gosta de andar em penca! Tudo zunto!
E no Brasil é bom porque tem japonesa loira e bunduda! Eu tenho um amigo americano que ficou pasmo: "Mas aqui no Brasil japonesa é loira e bunduda".
E o goleiro japonês se chama Inada. Lá vem o Neymar, vamos, defende, Inada. Lá vem o Borges, vai, defende, Inada! Rarará!
E ainda bem que o Santos ganhou! O Datena falou que, se o Santos perdesse, ele ia ficar pelado!
E adorei aquele jogador japonês, Kudo. Daria uma bela dupla com o Neymar: Kudo Neymar. Rarará!
E sabe o que eu vou dar de Natal pro Serra? Aquele livro "A Privataria Tucana". Muita ilha fiscal! Na internet tão chamando os tucanos de Piratas do Caribe. Rarará!
E um amigo me disse que o Serra é o único político que, mesmo sem cargo público, a rejeição aumenta!
E, se você entrar numa livraria em Higienópolis (zona oeste de São Paulo) e pedir o livro "A Privataria Tucana", você sai fichado. Rarará!
E olha o que um cara escreveu no meu Twitter: "Caminhão carregado de laranjas tomba em Catanduva", pensei que fosse uma caravana do PT! Rarará!
E o Milton Neves no Japão? Boneco de Olinda vai ao Japão! Rarará! É mole? É mole, mas sobe!
E mais uma da série Os Predestinados. O goleiro do Japão se chama Inada, a dona de uma imobiliária em Ribeirão Preto se chama Zenaide Morando, um carro explodiu na semana passada em Salvador e o motorista se chamava Bomba!
E o carteiro daqui da rua deixou um cartão pedindo caixinha. Sabe como é o nome do carteiro? POMBO! Rarará!
Nóis sofre, mas nóis goza!
Que eu vou pingar o meu colírio alucinógeno!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
Brasília: vergonha e vexame internacionais

Repassando, com tristeza. Não precisamos disso. Brasília é uma cidade que se supera sempre, apesar dos políticos irresponsáveis e corruptos - honrosas exceções.
Aurora
PS: infelizmente, não sei a fonte. A confirmar.
Aurora
PS: infelizmente, não sei a fonte. A confirmar.
Brasília foi vergonhosamente reprovada no primeiro teste de um evento internacional de esportes.
Sede de sete jogos da Copa do Mundo e recentemente eleita para receber as Olimpíadas Escolares Mundiais (Gymnasiade), em 2013, e candidata à Universíade de 2017, o governo do Agnelo Queiroz fracassou ao acolher o Campeonato Mundial de Patinação Artística.
O evento, com 1.080 atletas de 36 países – China, Estados Unidos, Itália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, França, Índia, Austrália, Brasil etc – de ontem até o dia 27, na capital da República, tem uma infraestrutura que envergonha brasilienses e brasileiros diante dos visitantes.
Sede de sete jogos da Copa do Mundo e recentemente eleita para receber as Olimpíadas Escolares Mundiais (Gymnasiade), em 2013, e candidata à Universíade de 2017, o governo do Agnelo Queiroz fracassou ao acolher o Campeonato Mundial de Patinação Artística.
O evento, com 1.080 atletas de 36 países – China, Estados Unidos, Itália, Nova Zelândia, Alemanha, Holanda, França, Índia, Austrália, Brasil etc – de ontem até o dia 27, na capital da República, tem uma infraestrutura que envergonha brasilienses e brasileiros diante dos visitantes.
Água
O treino da tarde de ontem e da manhã desta terça-feira foram suspensos. Brasileiros e estrangeiros ajudaram a espalhar baldes na pista de 46x27m, devido às goteiras na cobertura do principal ginásio da cidade, o Nilson Nelson, com capacidade para 25 mil pessoas.
Chamada para socorrer o evento de um festival aquático a empresa responsável se negou realizar o trabalho. O governo do Distrito Federal não pagou o último conserto da cobertura. Calote.
Os sanitários do ginásio são do nível de mercado público: sujos, fedorentos, quebrados, paredes riscadas, portas quebradas. Garotas de algumas delegações perguntavam aos seguranças – que não entendiam o idioma estrangeiro – “onde encontrar papel higiênico”, me relatou a mãe de uma atleta, vermelha de vergonha com o que assistiu.
Orçamento
O mundial de patinação – modalidade que tem no gaúcho Marcel Stürmer tricampeão pan-americano o expoente nacional – estava marcado para Blumenau (SC). O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu para trazer o evento para Brasília, e ofereceu “apoio” aos dirigentes.
Um projeto de R$ 4 milhões foi aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, mas nenhum tostão foi captado. E começaram as despesas e dificuldades.
Os R$ 600 mil que viriam do Ministério do Esporte ficaram na promessa e os problemas cresceram com o desinteresse explícito do Governo do Distrito Federal.
Para transportar 1.800 atletas entre os hotéis e o local da competição, Agnelo Queiroz autorizou um ônibus e uma Van. E ainda cobrou R$ 6 mil pelo aluguel do ginásio com goteiras e instalações imundas.
O treino da tarde de ontem e da manhã desta terça-feira foram suspensos. Brasileiros e estrangeiros ajudaram a espalhar baldes na pista de 46x27m, devido às goteiras na cobertura do principal ginásio da cidade, o Nilson Nelson, com capacidade para 25 mil pessoas.
Chamada para socorrer o evento de um festival aquático a empresa responsável se negou realizar o trabalho. O governo do Distrito Federal não pagou o último conserto da cobertura. Calote.
Os sanitários do ginásio são do nível de mercado público: sujos, fedorentos, quebrados, paredes riscadas, portas quebradas. Garotas de algumas delegações perguntavam aos seguranças – que não entendiam o idioma estrangeiro – “onde encontrar papel higiênico”, me relatou a mãe de uma atleta, vermelha de vergonha com o que assistiu.
Orçamento
O mundial de patinação – modalidade que tem no gaúcho Marcel Stürmer tricampeão pan-americano o expoente nacional – estava marcado para Blumenau (SC). O ex-ministro do Esporte, Orlando Silva, pediu para trazer o evento para Brasília, e ofereceu “apoio” aos dirigentes.
Um projeto de R$ 4 milhões foi aprovado pela Lei de Incentivo ao Esporte, mas nenhum tostão foi captado. E começaram as despesas e dificuldades.
Os R$ 600 mil que viriam do Ministério do Esporte ficaram na promessa e os problemas cresceram com o desinteresse explícito do Governo do Distrito Federal.
Para transportar 1.800 atletas entre os hotéis e o local da competição, Agnelo Queiroz autorizou um ônibus e uma Van. E ainda cobrou R$ 6 mil pelo aluguel do ginásio com goteiras e instalações imundas.
Serviços
No local do evento, o vistoso Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental, não há uma só referência ao Campeonato Mundial que reúne os maiores patinadores do mundo, entre eles os favoritos italianos.
Estados Unidos, Argentina e Brasil completam o TOP da modalidade. As delegações estão sem apoio turístico, pois assim como a Secretaria de Esporte e a de Cultura, também a de Turismo ignorou o Mundial, que reúne dois mil estrangeiros em Brasília por duas semanas.
Um bar com lanches de qualidade duvidosa era visto sob suspeitas por dirigentes, técnicos e atletas estrangeiros, que ali buscavam algum alimento, antes da abertura do evento.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, Alexandre de Almeida Filho, está atônito. “Este Campeonato Mundial poderia ser um evento teste para Brasília, pois aqui estão atletas, técnicos, árbitros e dirigentes de 30 nacionalidades”, lamentou o dirigente, numa tristeza evidente ao apresentar Brasília diante do mundo da patinação.
Voluntárias, mães de atletas supriram com dificuldades a falta de estrutura que o Governo de Agnelo Queiroz não ofereceu ao evento. Elas prepararam, por exemplo, as placas com nomes dos países, que foram usadas no desfile das delegações.
Alguns pais de atletas de cotizaram e socorreram a CBHP, além de US$ 50 mil da Federação Internacional da modalidade, para as despesas emergenciais.
Na delegação brasileira os problemas não são menores. Para representar o país, cada atleta precisou pagar R$ 500,00 pelo uniforme da competição. Mas somos um país olímpico...
Brasil, o país da Copa 2014 e da Olimpíada 2016 é amador na estrutura governamental do esporte, e expõe isso vergonhosamente aos estrangeiros que nos visitam.
Na sede do poder da República e do Ministério do Esporte, o vexame é internacional. Aqui, liderados pelo governador Agnelo Queiroz, secretários da Educação, Cultura, Esporte, Turismo etc foram reprovados no vestibular de um grande evento.
Pior: foram irresponsáveis, antes de serem incapazes.
Vocês nos envergonham!
No local do evento, o vistoso Ginásio Nilson Nelson, no Eixo Monumental, não há uma só referência ao Campeonato Mundial que reúne os maiores patinadores do mundo, entre eles os favoritos italianos.
Estados Unidos, Argentina e Brasil completam o TOP da modalidade. As delegações estão sem apoio turístico, pois assim como a Secretaria de Esporte e a de Cultura, também a de Turismo ignorou o Mundial, que reúne dois mil estrangeiros em Brasília por duas semanas.
Um bar com lanches de qualidade duvidosa era visto sob suspeitas por dirigentes, técnicos e atletas estrangeiros, que ali buscavam algum alimento, antes da abertura do evento.
O vice-presidente da Confederação Brasileira de Hóquei e Patinação, Alexandre de Almeida Filho, está atônito. “Este Campeonato Mundial poderia ser um evento teste para Brasília, pois aqui estão atletas, técnicos, árbitros e dirigentes de 30 nacionalidades”, lamentou o dirigente, numa tristeza evidente ao apresentar Brasília diante do mundo da patinação.
Voluntárias, mães de atletas supriram com dificuldades a falta de estrutura que o Governo de Agnelo Queiroz não ofereceu ao evento. Elas prepararam, por exemplo, as placas com nomes dos países, que foram usadas no desfile das delegações.
Alguns pais de atletas de cotizaram e socorreram a CBHP, além de US$ 50 mil da Federação Internacional da modalidade, para as despesas emergenciais.
Na delegação brasileira os problemas não são menores. Para representar o país, cada atleta precisou pagar R$ 500,00 pelo uniforme da competição. Mas somos um país olímpico...
Brasil, o país da Copa 2014 e da Olimpíada 2016 é amador na estrutura governamental do esporte, e expõe isso vergonhosamente aos estrangeiros que nos visitam.
Na sede do poder da República e do Ministério do Esporte, o vexame é internacional. Aqui, liderados pelo governador Agnelo Queiroz, secretários da Educação, Cultura, Esporte, Turismo etc foram reprovados no vestibular de um grande evento.
Pior: foram irresponsáveis, antes de serem incapazes.
Vocês nos envergonham!
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Estádio do DF tem 40% das obras concluídas
Por Agência Brasil, de Brasília
As obras do Estádio Nacional de Brasília estão com mais de 40% da fase de concretagem já realizada, segundo avaliação dos técnicos do Tribunal de Contas do Distrito Federal. De acordo com o relator do processo no tribunal, Manoel de Andrade, os dados indicam a regularidade da obra. O estádio, com capacidade para 70 mil pessoas, será utilizado para jogos da Copa das Confederações, em 2013, e da Copa do Mundo, em 2014.
A visita faz parte do acompanhamento permanente das obras destinadas à Copa do Mundo. A cada seis meses, é feito um relatório sobre gastos e o andamento do empreendimento. O último relatório, apresentado em julho deste ano, apontou 20% da obra realizada e um custo de R$ 131 milhões. O estádio está orçado em R$ 671 milhões e, até o momento, já foram gastos R$ 180 milhões na obra.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Fifa estima 10% de ingressos populares

Valor 09/11
A categoria de ingressos "populares" para a Copa de 2014 deve corresponder a apenas 10% do total de bilhetes vendidos e distribuídos para os jogos. A estimativa é do secretário-geral da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Jérôme Valcke, que participou, ontem, de audiência pública na Câmara para discutir a Lei Geral da Copa, conjunto de regras que devem normatizar o Mundial de futebol. De acordo com o representante da Fifa, essa porcentagem representa 300 mil ingressos.
Na sessão, Valcke disse que a Fifa sugeriu a criação da Categoria 4, voltada para brasileiros idosos, estudantes e de baixa renda, com entradas que devem custar US$ 25, o equivalente a cerca de R$ 44. "Em vez de existirem diferentes grupos de meia-entrada, eu propus que implementemos uma Categoria 4 que será diferente e que será reservada apenas para os brasileiros", afirmou Valcke aos deputados.
De acordo com o secretário-geral, haverá preços especiais para os jogos de abertura e de encerramento. Valcke apontou que a presidente Dilma Rousseff debateu com a federação a questão da meia-entrada em sua visita a Bruxelas. A Fifa argumentou que há problemas técnicos para oferecer descontos para parcelas do público e, por isso, sugeriu a alternativa da criação de um grupo com ingressos mais baratos. Na sessão, o secretário afirmou que os ingressos da Categoria 1 poderão chegar a US$ 900, ou cerca de R$ 1.575.
Valcke reconheceu a tensão da Fifa com autoridades brasileiras sobre aspectos divergentes da Lei Geral da Copa. "Não há motivos para haver tensões entre nós. Ou estamos todos no mesmo barco ou não chegaremos juntos à Copa de 2014", alertou. E as divergências entre a federação internacional e o Brasil ficaram claras na audiência: parlamentares questionaram a criminalização do uso de marcas ligadas à Copa de 2014 e de ações de marketing em áreas próximas aos estádios de marcas que não sejam as dos patrocinadores, prevista no projeto da Lei Geral da Copa. Apesar de críticas, em poucos momento o clima foi de ataque aos organizadores do megaevento esportivo.
O secretário-geral da Fifa negou que as novas regras flexibilizem ou alterem normas brasileiras e firam a soberania nacional. Ele destacou que os "pedidos [feitos pela Fifa] estão de acordo com as garantias governamentais" e foram repassadas ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a uma comitiva do governo, ainda em 2007, quando o país foi anunciado como sede do megaevento esportivo. "Nunca pedimos garantias a mais", completou.
Valcke também deixou claro que Fifa não pretende abrir mão da prerrogativa de vender bebidas alcoólicas durante a Copa de 2014. "Não vou assumir nenhum compromisso de que álcool não será vendido [durante a Copa]. São compromissos que foram assumidos quando a [realização] Copa do Mundo foi entregue ao Brasil", afirmou.
O texto da Lei Geral retira a proibição de comercialização e consumo de bebidas alcoólicas em estádios, prevista no Estatuto do Torcedor. "A Fifa não está aqui para embebedar as pessoas", disparou. O secretário-geral da Fifa apontou que a Rússia e o Catar - próximas sedes da Copa - proíbem a venda de álcool por questões legal ou cultural e aceitaram a venda de bebida alcoólica por considerar a Copa do Mundo um evento privado.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Os escândalos em campo e a Copa do Mundo

Por Sergio Leo - Valor 31/10
Andrew Jennings, o repórter da BBC de Londres que na semana passada foi ao Congresso brasileiro repetir ao Senado as acusações de corrupção que faz contra o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ricardo Teixeira, entre outros figurões ligados à Federação Internacional de Futebol (Fifa), mantém também uma página na Internet dedicada ao tema que já lhe rendeu dois documentários de TV: as irregularidades na Fifa. Entre as denúncias que faz está o alerta para as exigências secretas nos contratos dos países interessados em sediar a Copa do Mundo, que podem incluir custos não revelados à população.
Teixeira processa o jornalista britânico, a quem acusa de danos morais e à honra. Jennings, autor do livro "Jogo Sujo - o Mundo Secreto da Fifa", insiste que os preparativos da Copa podem sofrer um impacto negativo com a abertura de documentos sobre Teixeira na Justiça suíça, em breve. Ele levanta também uma questão importante ao chamar atenção para a maneira como os países se subordinam ao gigantesco esquema comercial montado pela federação esportiva. A excitação geral com a Copa distrai a sociedade em relação aos custos do evento, e à herança duvidosa que pode deixar, em caso de má administração.
É preocupante, por exemplo, o investimento em Brasília para construção de um megaestádio de 70 mil lugares, numa cidade onde nenhum jogo de futebol atrai público desse tamanho, e raros eventos têm essa capacidade. Na África do Sul, a última Copa deixou um legado de estádios subaproveitados, e se fala sobre a possível demolição de pelo menos um deles, pelos custos de manutenção do elefante branco. Na Cidade do Cabo, o administrador privado ameaça devolver o estádio à administração pública, se confirmada a previsão de prejuízo anual em torno de US$ 1 milhão.
Os estádios sul-africanos teriam de sustentar pelo menos 12 eventos anuais com lotação esgotada e ingressos de pelo menos US$ 30 para se tornarem autossustentáveis. Por outro lado, a antecipação de investimentos previstos em estradas trouxe um visível aumento de eficiência nos transportes do país, além do estímulo ao turismo - ainda que especialistas considerem exageradas as expectativas do governo nesse ponto.
A movimentação financeira e os empregos trazidos pela Copa são bem-vindos, especialmente num momento de incerteza econômica. Na África do Sul, a coincidência entre a crise financeira internacional e os preparativos e os jogos da Copa ajudou a minimizar no país os efeitos da desaceleração global. Mas os benefícios podem ser passageiros. Apesar de criar 130 mil empregos na construção civil com as obras de infraestrutura, os sul-africanos não conseguiram evitar a alta em suas obscenas taxas de desemprego, de quase 25% da população em busca de trabalho, 50% entre os jovens.
Com o custo estimado em torno de US$ 1,5 bilhão para a construção de estádios, a geração de 66 mil empregos nessas obras foi comparada por um centro de estudos a programa de criação de postos de trabalho incrivelmente caro. Também é limitado o efeito líquido sobre a economia. Estudo do Instituto Sul-Africano de Relações Internacionais cita avaliações que apontam um acréscimo no Produto Interno Bruto (PIB) do país entre 02% a 0,3, bem abaixo das estimativas oficiais iniciais, de 1,9% do PIB.
Inquestionável é o ganho da Fifa, que concluiu a Copa com mais de US$ 3,5 bilhões em receita livre de impostos (uma das exigências), segundo estudo do Instituto para Democracia na África (Idasa).
Orlando Silva, o ministro demitido após sucessivas denúncias de desvio de dinheiro do Ministério do Esportes para organizações não-governamentais ligadas a seu partido, o PCdoB, teve sua queda saudada pela Fifa, mas não pela faxina que provocou a demissão. O demitido era visto como um dos principais opositores ao cumprimento de condicionalidades conhecidas publicamente, como a exigência de eliminação da lei de meia entrada, a concessão de superpoderes para a CBF e a Fifa e dispositivos de marketing contrários à legislação.
Não foi pela resistência a ceder ao draconiano manual de regras da Fifa que caiu o ministro. Mas seu substituto, Aldo Rebelo, terá a incumbência de apoiar a presidente Dilma Rousseff nas duras negociações com os cartolas. Uma avaliação menos edulcorada dos reais benefícios e custos da realização da Copa do Mundo pode ajudar nessa tarefa.
Um subproduto já conhecido das Copas é seu efeito em matéria de relações públicas e imagem, para o país e para o governo. Se Dilma não conseguir manter os personagens-chave do evento fora das páginas dedicadas a irregularidades e denúncias, o efeito gerado poderá ser o oposto do que esperavam as autoridades, ao firmar com a Fifa o contrato para trazer ao Brasil um dos mais acompanhados eventos esportivos do mundo.
Sergio Leo é repórter especial em Brasília
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
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